Meio Ambiente

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Papel  “ecológico” e as emissões de gases de efeito de estufa

O aquecimento global é um dos principais problemas para o meio ambiente e a sua principal causa é a acumulação de gases de efeito de estufa nas camadas baixas da atmosfera. Estes gases geram-se principalmente a partir da utilização de combustíveis fósseis.

Ao ser a produção de pasta e papel um processo intensivo de uso de energia e transporte, o sector papeleiro participa no aquecimento global através das suas emissões. Por essa razão, também é preciso ter em conta este aspecto na hora de avaliar o impacto meio ambiental do papel.

O que é a “Pegada de Carbono”?

A Pegada de Carbono é o cálculo das emissões de CO2 e outros gases de efeito de estufa, que se produzem ao longo do ciclo de vida de um produto. Por outras palavras, é a quantidade de gases de efeito de estufa resultantes da produção de um produto.

Para a determinar, traduzem-se as emissões dos diferentes gases ao seu equivalente em dióxido de carbono.

Hoje em dia existem diferentes métodos para calcular a pegada de carbono. A diferença entre estes métodos deve-se ao perímetro de cálculo. Alguns métodos centram-se apenas nas emissões resultantes da produção, enquanto outros vão mais além e incluem as emissões que ocorrem do transporte e das matérias-primas.

Por isso, é muito importante quando se solicita a pegada de carbono de um produto, saber que método de cálculo se utilizou.

 

Que acções promove a Indústria Papeleira para reduzir as suas emissões?

Numa primeira instância, é importante dizer que os produtos gráficos têm em geral um efeito positivo quanto à redução das emissões de gases de efeito de estufa.

Os produtos de longa duração, como os livros actuam como depósitos de carbono durante a sua utilização/existência.

Por outro lado, o papel é um produto reciclável, sendo de facto o material mais reciclado no nosso país. A sua transformação num novo produto gera emissões, mas muito menores às geradas no caso do produto ser criado a partir de fibras virgens.

Aliás, a reciclagem reduz os resíduos nos aterros e as emissões derivadas do seu desperdício, seja por incineração ou pela sua decomposição de forma natural. De facto, emitem-se menos gases de efeito de estufa ao reciclar um papel (e fabricar portanto um novo papel) do que deixar que se decomponha de forma natural ou incinerando-o.

Dito isto, o sector papeleiro tem vindo a trabalhar há já algum tempo de forma a reduzir o consumo de energia e as suas emissões mediante:

A implementação de modelos de eficiência energética que reduzem os consumos de energia.

A utilização de fontes de energia renovável (biomassa) que geram menos emissões de CO2 para a atmosfera.

A utilização de meios de transporte como o comboio e a optimização de rotas de distribuição.

Graças a estas medidas, a Indústria conseguiu reduzir as suas emissões em 40% desde 1990. (Fte.CEPI).

 

É a Pegada de Carbono um dado válido para comparar a eco-responsabilidade dos produtos?

Tal como mencionámos anteriormente, existem diferentes métodos de cálculo da Pegada de Carbono. Caso se pretenda comparar a pegada de 2 produtos, é imprescindível conhecer o método de cálculo utilizado. Se forem iguais, os produtos podem ser comparados.

É importante ter em conta que o cálculo da Pegada de Carbono é um processo complicado que requer muito trabalho, esforço e investimento. Por isso, as empresas que realizam este processo mostram um claro sinal de transparência e de compromisso com o meio ambiente. Aliás, na maioria dos casos, este processo é uma primeira etapa para optimizar e entender exactamente onde se pode melhorar o comportamento meio ambiental da empresa.